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Bolhas e mais bolhas

 


 
 
 

Durante várias décadas, quando se mencionava a palavra “champanhe” praticamente todos se “ajoelhavam” e reverenciavam este maravilhoso vinho espumante. Investimentos significativos de marketing e a proteção “ferrenha” da marca, garantiam sua liderança de mercado na categoria espumantes.

Mas como tudo na vida, os tempos mudaram. Esta posição de liderança parece estar sob “ameaça”de acordo com os dados na empresa de pesquisa de mercado Nielsen, os volumes de Champanhe vendidos na Inglaterra no final de dezembro de 2017, sofreram um declínio de 20% no volume e 11% no valor de venda. Isto significou uma variação de garrafas vendidas no mercado de varejo de 16,7 milhões em 2016 para 13,3 milhões em 2017. Similar perda ocorreu no mercado de “on trade” ou seja, restaurantes, bares e afins.

Por outro lado, paradoxalmente, devido a investimentos importantes na imagem do “champanhe” nos últimos anos, seu consumo não predomina mais somente em ocasiões consideradas “especiais”. O setor “on-trade” considera a venda de “champanhe” importante e estratégica no portfolio de vinhos, mesmo após este declínio na venda de varejo (outros dados de mercado na Inglaterra relatam exatamente o oposto: crescimento em vendas de 14,% em 2017 no setor “on-trade”), significando bons lucros.

Como resultado deste “movimento” em torno do champanhe, outras modalidades da mesma categoria, ganharam espaço no mercado (principalmente inglês). Estamos falando do italiano Franciacorta (produzido na região da Lombardia, em zona de colinas, entre a cidade de Brescia e o extremo sul do Lago de Iseo, uva predominante é a chardonnay, seguida do pinot nero) e o francês Crémant (produzido em diversas regiões na França, menos na região de proteção de produção do Champanhe. Uvas: auxerrois, chardonnay, pinot branco, pinot grigio e riesling).

Porém nem Franciacorta e nem o Crémant dominam a concorrência com o Champanhe. Dados apontam que mais de 70% do mercado de “on-trade” inglês são dominados primordialmente pelo Prosecco (produzido na região do Veneto) seguido da Cava (produto Espanhol). 

O fenômeno Prosecco na Inglaterra teve um crescimento de 50% em volume de consumo e 53% em valor em 2017. Prosecco é fácil de vender e rende ótimos lucros ao setor. Porque se preocupar com em divulgar os demais produtos? Vencem no momento o champanhe e o prosecco entre os consumidores ingleses.

A região do Veneto, especificamente aquela ligada a produção do Prosecco investiu muito na “internacionalização” do seu produto, especialmente a zona de Conegliano Valdobbiadene DOCG. Mais novidades vem por ai, lançando uma zona nova premium com novo estilo de Prosecco “Rive”. Rive significa “colina” no dialeto, e assim novas zonas de produção (15 no total) foram estudadas de demarcadas para a produção do premium “Rive Prosecco”.

Mas como anda o fenômeno bolhas no Brasil ? 

As vendas de espumantes nacionais dispararam em 2016, apesar da crise econômica, o Instituto Brasileiro de Vinho, as exportações aumentaram em 36% de janeiro a outubro. Um total de 153, mil litros foram comercializados, 48% em crescimento no valor. Os países que mais receberam os espumantes brasileiros foram o Paraguai, Estados Unidos e a o Reino Unido. Já a cidade brasileira que mais consome espumantes é Brasília...com cerca de 1,8 litros em comparação com o consumo francês de aproximadamente 3 garrafas por pessoa por ano (cerca de 2,3 litros).

Já em 2017, de um total de 125,9 milhões de litros de vinho importados ao Brasil, a categoria se subdivide em: Champanhe 700 mil litros, outros espumantes e espumosos, 6,3 milhões de litros (não especificados em subcategoria).

Escolhas não faltam, nem no quesito gosto e paladar, e nem no quesito criatividade... 

Qual é a sua preferencia? 

Cheers, e a presto

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                     

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